Descobrir e Explorar

DESCOBRIR E EXPLORAR

 O ser humano começa o seu aprendizado de sobrevivência ainda no ventre materno com a sucção e os reflexos sensoriais. Após o nascimento o aprendizado é muito mais amplo e intenso: fixar o olhar, pegar objetos, virar-se de lado, levantar e firmar a cabecinha são alguns que podemos observar. O desenvolvimento corporal e emocional também é complexo e rápido nos primeiros meses de vida. Neste livro capítulos inteiros foram reservados para os detalhes sobre o desenvolvimento de cada faixa etária.

Por volta dos seis meses o bebê que já come papinhas mais cremosas e mais saborosas começa a perceber o que está à sua volta em uma nova posição: ele aprende a sentar. Finalizada esta etapa que se aperfeiçoa por um ou dois meses, o bebê descobre que pode mover o seu corpinho sincronizando os movimentos dos braços e das pernas. Ele aprende a engatinhar. Para o bebê esta é uma forma de liberdade: ele pode agora se locomover sem depender de ajuda! Esta fase é muito importante para o ser humano porque ele começa a descobrir que é capaz de fazer muita coisa que não podia até então e vai se desenvolver amplamente se lhe dermos o devido incentivo.

O bebê a partir desta idade é muito curioso e quer explorar tudo o que estiver na sua frente. Ele percebe e fixa a atenção em seu objetivo: se ele vê algo novo, ele toma a iniciativa de satisfazer a sua curiosidade. Iniciativas, quando são podadas, despertam o medo o e bloqueio de se lançar em desafios e correr em busca de seus sonhos. Preparar o ambiente para o bebê poder descobrir e explorar tudo em seu caminho é importante para o seu desenvolvimento físico, mental e emocional. Precisamos tirar do seu alcance tudo o que pode machucá-lo como tesouras, facas, objetos de vidro, cerâmica ou porcelana, objetos pontiagudos, produtos de limpeza, coisas pequenas como botões ou bolinhas de gude que ele pode engolir. Tudo o que estiver ao alcance de suas mãozinhas, ele vai colocar na boca, procurando novas sensações.

Nada passa despercebido pelo pequeno explorador e o que as suas mãozinhas alcançarem ele vai pegar, puxar e largar. Aquilo que não queremos ver despedaçado no chão deve ser retirado do seu alcance para que ele possa explorar livremente e não começar uma guerra entre as suas atitudes e os “nãos” gritados dos adultos. Quando ele não for mais um bebê e puder compreender que em certas coisas não se pode mexer, podemos ensinar a ele. Enquanto ele ainda é bebê, gritar ou bater em sua mãozinha querendo ensinar a não mexer vai apenas bloquear o seu instinto de curiosidade e impedir grandes feitos pela inibição do emocional. Tal atitude por parte do adulto causa confusão na cabecinha do pequeno ser humano que está aprendendo a conhecer o mundo à sua volta e anseia por sensações novas e descobertas interessantes. Em seu início de vida, o bebê ficava apenas deitado em seu berço olhando para as coisas ou pessoas que se moviam em seu campo visual. Sua posição agora é vertical e seu campo de visão é muito maior. Através da curiosidade o ser humano tem novas experienciais. O TRIUNO colocou esta característica no ser humano para que pudesse ter vontade de testar, experimentar coisas e muitas destas descobertas se tornaram grandes invenções que hoje facilitam a nossa vida. E para desenvolver esta vontade de experimentar e estudar coisas novas, precisamos incentivar desde cedo esta característica em nosso bebê. Para que ele possa satisfazer a sua curiosidade, nós deixamos ao seu alcance vasilhas de plástico, panelas, colheres, brinquedos próprios da idade, revistas, almofadas, bolas grandes o suficiente para não caberem em sua boquinha e o que mais puder despertar o seu interesse de explorador. O bebê aprende com as mãos, com o tato: ele precisa mexer para conhecer novas texturas, temperaturas e desenvolver seu potencial e sua mente.

Um bebê fica entediada, da mesma forma que crianças, jovens e adultos, se não tiver nada para fazer. E é por isso que buscam sempre alguma coisa com o que se ocupar. E para um bebê não é difícil, pois tudo é novidade pra ele.

Dar opções aos nossos filhos para entretê-los e deixá-los à vontade explorando contribuirá com o desenvolvimento da mente e da inteligência deles.

O bebê, este ser humano tão pequeno e indefeso, precisa de espaço para se desenvolver e precisa de liberdade para se movimentar exercitando os músculos das pernas e os fortalecendo para começar a andar. As mamães que optam por adaptar o ambiente para que o bebê possa se desenvolver e crescer sadio, já estão prevenindo e evitando grandes problemas que prejudicam o ser humano pela vida afora. Agindo desta forma a mamãe está cooperando grandemente para o seu desenvolvimento físico e também para os sentimentos de autoaceitação e autossegurança. E enquanto o grande explorador estiver em lugar seguro, nós tomamos aquele delicioso cafezinho e observamos as proezas e gracinhas do bebê. Não é muito melhor assim? A escolha e a responsabilidade são do adulto.

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