Descobrir e Explorar

DESCOBRIR E EXPLORAR

 Passam-se alguns meses e o nosso bebezinho que já aprendeu tanta coisa como pegar objetos, virar-se de lado, levantar e firmar a cabecinha, vai começar agora uma nova fase, por volta dos seis meses. Ele começa a comer papinhas mais cremosas e mais saborosas e descobre algo fantástico: engatinhar. E para o nosso bebezinho isto é uma forma de liberdade: ele pode agora se locomover sem depender da ajuda dos outros. Esta fase é muito importante para o ser humano porque ele começa a descobrir que é capaz de fazer muito mais coisas do que fazia até então: e ele passa a ter contato com a famosa ‘iniciativa’ que não pode ser podada, ou quando crescer vai ter medo de se lançar em desafios e correr em busca de seus sonhos.

 Não se pode, por exemplo, querer que um bebê que está engatinhando e descobrindo tudo em sua volta, não mexa naquele monte de botõezinhos legais do aparelho de som, naqueles bibelôs da bisa que passaram de geração em geração, nos CDs, nos brinquedos caros do irmão mais velho e tudo o que está bem na frente dele. E muito menos se pode ficar atrás do pimpolho batendo na sua mãozinha e repetindo “não pode” a toda hora. Então o que realmente custou caro ou é de grande valor sentimental deve ser colocado fora do alcance de suas mãozinhas. Desta forma a mamãe não precisará gritar com seu bebê porque ele está mexendo em algo que não pode mexer. Mas o bebê que é curioso e não conhece nada ainda vai querer tocar e mexer em tudo o que estiver na sua frente porque ele está descobrindo novas texturas e procurando novas atividades, pois agora ele pode fazer muito mais do que ficar deitado em um berço olhando para um móbile. Sua posição agora é vertical e seu campo de visão muito maior. A curiosidade da criança não é um sentimento errado, pois é através da curiosidade que o ser humano aprende coisas novas e descobre muitas coisas também. Se não fosse pela curiosidade nada teria sido inventado neste mundo. DEUS colocou esta característica no ser humano para que pudesse ter vontade de testar, experimentar coisas e muitas destas coisas se tornaram grandes invenções que hoje usamos muito. E para desenvolver esta vontade de experimentar e estudar coisas novas, precisamos incentivar desde cedo esta característica em nosso bebê. Para que ele possa satisfazer a sua curiosidade e conhecer e aprender coisas novas e novas texturas, coisas que não quebram e que não vão machucá-lo devem ser deixadas ao seu alcance para que ele possa explorar: vasilhas de plástico, panelas, colheres, cadernos com lápis, brinquedos próprios da idade, revistas, almofadas e uma bola em cima de um tapete também fazem sucesso entre os pequenos que costumam cair muito. A criança nesta fase aprende com as mãos, com o tato, então ela precisa mexer para conhecer novas texturas, temperaturas e desenvolver seu potencial e sua mente.

 A criança fica entediada, da mesma forma que os adultos, se não tiver nada para fazer. E é por isso que buscam sempre alguma coisa com o que se ocupar. E para um bebê não é difícil, pois tudo é novidade pra ele, ele tem muito que aprender ainda. Devemos dar opções aos nossos filhos que vão entretê-los e deixá-los à vontade explorando. Assim estaremos contribuindo com o desenvolvimento da mente e da inteligência do bebê.

 Quando uma mãe, que, aliás, tem absoluta certeza de que está “ensinando o melhor para seu filho” resolve deixar tudo exatamente como estava antes do bebê nascer, não querendo modificar o ambiente para adaptá-lo ao nosso novo explorador, sem querer está fazendo um grande mal para seu filho.

 Vamos explicar: temos uma cena típica, que todo mundo já viu, de um bebê engatinhando e chegando perto de algo que a mãe não quer que ele mexa: a mãe solta então um sonoro “Não!”. O bebê vai voltar-se em direção à mãe e vai sorrir. O sorriso do bebê significa que ele está feliz em saber que a mãe está por perto e que está dando atenção a ele; mas o bebê não tem maturidade para entender o que aquele “não” significa. Por isso ele logo volta ao que ele estava determinado a fazer, insistindo em seu objetivo para satisfazer sua curiosidade. Até chegar ao ponto em que a mãe dá um tapa na mão do bebê e ele recua com a mãozinha e olha pra mãe dando outro sorriso e se ele pudesse falar, ele diria: “Mãezinha, adoro seu carinho, mas este dá doído!”. E volta ele ao seu objetivo e a mãe perde a paciência achando que ele está sendo teimoso e dá um tapa mais forte e o bebê chora porque sente dor, ele foi agredido! Como é que um bebê que tem apenas seis meses de vida pode estar querendo ‘desafiar’ a mãe e provocá-la à ponto de irritá-la? Isso é absurdo, mas muitas mães pensam assim e ficam bravas com seus bebês chamando-os de teimosos. Precisamos entender que o bebê está apenas seguindo seu instinto e querendo aprender mais e descobrir coisas novas.

 E o que a mãe conseguiu com isso? A mãe que toma estas atitudes, sem saber está bloqueando o instinto se iniciativa que tem o ser humano quando nasce e havendo este bloqueio, e ele vai crescer tendo dificuldade de tomar iniciativas por medo de ser repreendido, ou por não saber se pode ou não fazer o que quer. E a mãe não gosta de se aborrecer e ficar brigando com o filho o tempo todo, porque isso faz mal à ela também, ela fica estressada. Então vamos evitar tanto desconforto com apenas alguns gestos que vão favorecer tanto o bebê quanto a mamãe.

 Quando olhamos para este ser tão pequeno e indefeso, nós temos que ter em mente que ele precisa de espaço para se desenvolver e precisa de liberdade para se movimentar para exercitar os músculos das perninhas e fortalecê-los para começar a andar.

 As mamães que optam por adaptar o ambiente para que o bebê possa se desenvolver e crescer sadio, já estão prevenindo e evitando grandes problemas que poderiam prejudicar seu bebê pela vida toda. Agindo desta forma a mamãe está cooperando grandemente para o seu desenvolvimento físico e também para os sentimentos de autoaceitação e autossegurança.

 E enquanto o filhote estiver explorando em lugar seguro, nós tomamos aquele delicioso cafezinho e observamos as proezas e gracinhas do bebê! Não é muito melhor assim?

  A escolha, mais uma vez, é do adulto.

A responsabilidade é do adulto.

 

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