Castigo Funciona?

CASTIGO FUNCIONA?

        Castigo é uma palavra forte e que implica sofrimento. Porém existem vários tipos de sofrimento: os que marcam e destroem uma vida e os que são momentâneos para uma orientação e disciplina. Os que marcam e destroem uma vida são os que, além de serem físicos e agressivos (podendo chegar à violência), são acompanhados de palavras depreciativas e de total falta de explicação sobre o assunto que gerou o castigo. Agir desta forma é fácil, simples e cômodo para quem aplica o castigo, e além do mais é prático porque ilusoriamente se ‘conserta’ a situação num instante. Mas agindo desta forma, nós estaremos criando um problema muito maior para o futuro. A criança que sofre estas agressões pode se tornar introvertida e não conseguir nada na vida por medo de repreensão, ou pode, quando crescer fazer exatamente o que lhe fizeram. Das duas maneiras teremos destruído uma vida.

Consideramos “castigos” momentâneos para uma orientação e disciplina os que são apenas atitudes tomadas para retardar a recompensa que estava prometida por falta de obediência e não consiste em nenhuma hipótese em agressão física ou verbal. Temos um enorme vocabulário e podemos achar palavras construtivas para orientar uma criança que fez algo errado, explicando-lhe porque está errado e permanecendo firmes no que foi decidido. Cada situação deve ser analisada antes de tomar qualquer atitude. A criança que recebe castigos agressivos se sente incompreendida e rejeitada. A criança que está fazendo algo errado está querendo chamar a atenção, ou seja, ela está com algum problema que ela não sabe resolver: pode estar com fome, com sono ou entediada, por exemplo, situações que a criança não pode resolver sozinha.

Quando prestamos atenção e dialogamos com a criança, nós podemos entender o que a criança precisa e resolver o problema dela sem apelar para o castigo. O “cantinho da disciplina ou da reflexão” como é chamado é usado quando não existe paciência para argumentar e ouvir a criança que é forçada a ficar ali pelo tempo que o adulto achar necessário, ou seja, enquanto ele quiser “ter paz e sossego”, ele usa o tal cantinho para isolar a criança e não ter trabalho. Estas atitudes apenas retardam o problema e criam outro ainda maior: o da rejeição e confusão na alma da criança. Os problemas que uma criança pode ter quando pequena não são difíceis de resolver, são básicos e relacionados principalmente a parte física, como sede, fome ou sono. Quando a criança está bem, ela procura algo pra fazer e nós podemos providenciar algo que seja adaptado à idade dela. Quando tomamos o cuidado de verificar se a criança precisa de alguma coisa e se ela tem o que fazer, não temos problemas de indisciplina. A mente da criança precisa estar ocupada.

“Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo” Colossenses 3:21

Existem vários versículos na Bíblia que são mal interpretados e apenas o entendimento dado pelo TRIUNO pode esclarecer. Por exemplo, temos os seguintes versículos:

Provérbios 13.24 “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina”

 Provérbios 22.15 “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela”

Provérbios 23.13-14 “Não retire da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”

Provérbios 29.15 “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”

Quando nos deparamos nestes versículos com a palavra “vara”, nós imaginamos algo comprido e flexível como uma vara de pescar. Porém, em João 15.5 JESUS fala de nós como sendo varas: “Eu sou a videira, vós as varas…”. Percebemos que a palavra “vara” pode ter várias conotações. Muitas pessoas relacionam a palavra “vara” a um instrumento de agressão física, achando-se então no direito de usar o que tiver pela frente para agredir a criança como um chinelo ou uma cinta ou a própria mão pesada. Mas me permita interpretar usando outro versículo: “… porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho…” (Hebreus 12:6)

Neste versículo a palavra “açoita” nos traz a mesma sensação, a de agressão física. Porém, o TRIUNO jamais usou e jamais usará de agressão física para nos corrigir. O TRIUNO usa as circunstâncias para nos mostrar onde estamos errando e nos traz, através do espírito, a forma de como corrigir o que em nós está equivocado. Dentro de nós, por vários acontecimentos do passado, sentimentos ruins estão acumulados como: mágoas, raiva, egoísmo, insensatez e tantas outras coisas que nos fazem mal e que o TRIUNO quer corrigir para nos libertar das nossas prisões espirituais.

Portanto, se o TRIUNO usa as circunstâncias e a Sua imensa paciência conosco para nos corrigir e nos transformar em pessoas melhores, é exatamente este exemplo que devemos seguir quando devemos corrigir os nossos filhos. Não há necessidade de agressão física. Por menor que ela seja não vai resolver a situação, mas sim criar problemas maiores como os emocionais. Usar as circunstâncias para ensinar nos traz um resultado excelente. Usar as circunstâncias significa que precisamos analisar o que está acontecendo no momento e o que precisa ser feito. Sabendo que uma criança fica irritada quando está com fome, não se deve esperar que ela comece a chorar para preparar algo para ela comer. Se o que a criança quer é levar todos os chocolates da prateleira do supermercado, mostre a ela quanto dinheiro ela pode gastar e faça com ela as contas do que pode levar e deixe que ela escolha. Todas as coisas que uma criança se recusa a fazer têm dois motivos essenciais: ou ela não recebeu o exemplo ou ela recebeu uma ordem ao invés de uma orientação. Quando fazemos nós mesmos aquilo que elas terão que fazer, através do exemplo ensinamos o que é necessário fazer. Se nós queremos que a criança coma bons alimentos, devemos comer nós mesmos na frente dela dizendo como é bom e elas sentirão vontade de experimentar. Não podemos querer que nossos filhos comam jiló, alcachofra ou espinafre se nós mesmos não gostamos. E existem igualmente alimentos que nós gostamos muito, mas nossos filhos vão experimentar e não vão gostar. Cada um tem seus gostos e não podemos forçar isto. Quando falamos de orientação ao invés de ordem, significa que tudo o que pedimos de forma correta, ou seja, não impondo, a criança fará porque já teve o exemplo de que é bom fazer como tomar banho, arrumar as coisas que bagunça e até mesmo ajudar quando pedimos com educação. Não é porque são nossos filhos que podemos pedir o que quisermos quando quisermos e como quisermos. Se agirmos assim, eles seguirão o exemplo e pedirão coisas a qualquer hora e de qualquer jeito. O exemplo é a melhor forma de educar. Eu criei as minhas três filhas sozinha sem jamais ter dado nenhuma palmada. Usei este método que o TRIUNO ensina e os resultados foram surpreendentes. Por isso estou escrevendo este livro, para que mais e mais famílias possam se beneficiar com este entendimento e, consequentemente, para que mais e mais crianças sejam felizes e bem sucedidas na vida.

A falta de maturidade e entendimento tem causado atitudes absurdas na educação. Algumas mães agridem seus bebês, pequenas criaturinhas que ainda nem sabem quem são e muito menos o que fazem. Por exemplo, quando o bebezinho balança o seu bracinho e toca na cara da mãe ou de quem estiver segurando ele, ele não está “batendo” como muita gente pensa. Um bebê não pode fazer direito um carinho como nós fazemos pelo simples fato de não ter ainda desenvolvido os músculos para obter o controle dos seus gestos. Os músculos maiores de braços e pernas se desenvolvem aos dois anos de idade e os músculos menores somente por volta dos quatro anos, o que explica porque uma criança de dois anos gosta de pular e arremessar coisas ou porque uma criança começa a pintar dentro do contorno do desenho somente a partir dos quatro anos.

 

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2 Responses to “Castigo Funciona?”

  1. bbom

    good work done by the blogger, keep up the work going. bbom bbom bbom bbom bbom

  2. Gleice

    Adorei esse texto…estava precisando muito! Deus te abençoe!

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