Comportamento

O COMPORTAMENTO

 Como acabamos de ler no parágrafo anterior, para termos um bom comportamento dos nossos filhos, nós precisamos respeitá-los. Nós ensinamos um filho a se comportar dando o exemplo de comportamento próprio. O nosso comportamento mostra aos nossos filhos como eles vão se comportar, é simples assim.

 Como nos sentíamos quando éramos pequenos? As vezes nos lembramos da forma como nossa cabecinha de criança pensava em certas situações. Nós não podemos querer que nossos filhos tenham o mesmo raciocínio que nós temos agora que somos adultos. Como entender, quando somos pequenos, que não podemos ter o brinquedo que é anunciado na televisão ou ter um só daqueles tantos pacotes de guloseimas que tem na prateleira do supermercado? Não é fácil de entender para uma cabecinha de criança que não sabe o que é ganhar o suado salário. Neste instante entra em cena a compaixão. Vamos nos colocar no lugar deles e lembrar como nós nos sentíamos em determinadas situações. Nós não tínhamos experiência de vida para entender até que ponto era importante para nossas mães ajudá-las, ou o quanto era difícil arcar com despesas, nós apenas nos preocupávamos em brincar. Então não podemos exigir demais desses pequenos.

 Podemos ensiná-los a ajudar nas tarefas da casa e eles irão aprendendo a ajudar, a cooperar e vão se sentir felizes de terem colaborado com a arrumação da casa se os elogiarmos e agradecermos pela ajuda. Se sentir útil faz parte do bom desenvolvimento da alma. Criança precisa de um ambiente de paz, amor, harmonia, alegria e confiança.

GRITOS E BIRRAS

 Ninguém gosta de presenciar uma cena de uma criança birrenta, nem a mãe da criança e nem os outros que estão olhando. Quando uma criança é mimada e os pais são permissivos, ou seja, deixam que a criança seja dona da situação, vão com certeza ter problemas deste tipo. Devemos tomar cuidado em como agimos com nossos filhos. Se ao primeiro grito ou choro abrimos mão da autoridade e firmeza, eles vão logo entender que basta chorar pra ter tudo o que quer. E esse choro, com o passar do tempo vai se transformar em berros e birras que são as consequências desta falta de firmeza.

 Agir com autoridade e firmeza não é gritar e bater.

 Sempre que falarmos com uma criança, devemos usar um tom de voz que não agrida e ter paciência de explicar o que queremos que eles entendam. Agindo desta forma desde o nascimento da criança, jamais teremos problemas assim.

 Provérbios 15:1 “A resposta branda desvia o furor,

mas a palavra dura suscita a ira”.

 Devemos entender que a raiva só gera mais conflitos. Vamos a um exemplo: ele está em frente a uma prateleira de supermercado cheia de deliciosos chocolates e, claro vai pedir um pacote; mas acontece que o dinheiro é pouco e não vai dar pra comprar. Então a mãe arranca o pacote da mão dele e, nervosa e se culpando por não poder satisfazer a vontade dele, puxa o menino pela mão e sai pisando duro.

Com esta atitude a mãe vai fazer com que seu filho comece a chorar porque ele se sentiu agredido e não entendeu porque não pode levar só um daquele monte que tinha na prateleira. Então como fazer? Vejamos outra forma de agir.

Vamos mudar esta situação: vamos explicar “É este que você quer? Bom, hoje eu não posso comprar porque eu não tenho dinheirinho. Você tem dinheirinho? Então, precisa buscar dinheirinho e depois a gente volta pra comprar”.

 E quando a mãe voltar ao supermercado na próxima compra, vai fazer um sacrifício e ao invés de comprar sua sobremesa favorita ou refrigerante vai dizer ao seu filho: “Filho, lembra que o outro dia você queria este chocolate? Então, hoje eu tenho o dinheirinho, vamos comprar?”

 E a mãe dá o dinheiro pra ele e ensina a fazer a compra passando pelo caixa, assim ele vai se sentir importante e vai aprender a fazer compras e começar a se familiarizar com o dinheiro.

 Não é preciso bater nem gritar quando a mãe aprende a ser firme. E aprender a ser firme é aprender a se posicionar frente ao filho como algo absolutamente normal.

 Vejamos estas perguntas: quem é o adulto? Quem sabe o que está certo ou errado? Quem deve ter o controle da situação? Se nas três perguntas respondemos “a mãe” então a mãe tem que saber se posicionar. Algumas mães têm medo de se impor. Tem medo de dar bronca na hora certa, têm medo de “perder o amor do filho”. Pois saiba que o filho vai cobrar muito mais dos pais depois, por não terem lhe ensinado o que é certo. Lembram do que já falamos? A criança quando pequena, tem muito mais facilidade em esquecer o que o entristeceu e “partir pra outra” do que um adulto. Então é muito melhor ensinar certas coisas aos nossos filhos quando ainda são pequenos, pois eles vão crescer muito mais confiantes e serão muito mais felizes!

Nós temos que agir como um gravador. Nós temos que aprender a falar e voltar a fita inúmeras vezes todos os dias. Temos que ser pacientes, muito pacientes e, sobretudo perseverantes.

 Se desistirmos, é o mesmo que dizer que não nos importamos mais com nosso filho. Então não podemos dizer que amamos nossos filhos. Não basta amar da boca pra fora. Nâo basta fazer o suficiente para que sobrevivam. Amar é fazer o máximo na medida certa, sem mimar, sem estragar, sem jogar com sentimentos ou chantagens. Se buscarmos a DEUS teremos todas as respostas de que precisamos. JESUS disse:

 “Para os homens é impossível, mas não para DEUS. Para DEUS todas as coisas são possíveis”. Marcos 10:27

 O amor e a agressão não se suportam. Se existe amor, não existe nenhum tipo de agressão, nem mesmo a agressão com palavras.

 Ensinar com brandura é amar.

 Um filho comportado é um filho que sabe que é amado e que aprendeu os limites do certo e do errado. Um filho que respeita é um filho que é respeitado.  Um filho carinhoso é um filho que recebeu carinho e pelo exemplo do que fizeram com ele, ele aprendeu. Um filho simpático é um filho a quem os pais deram valor e motivaram a fazer coisas boas. Um filho realizado é um filho que teve a oportunidade de desenvolver suas aptidões, tendo os pais como os maiores torcedores pelo seu sucesso.

 Um filho é aquilo que nós fazemos dele.

MENTIRAS

 Há uma fase na criança em que ela desenvolve sua imaginação e “enfeita” muito as histórias que ouviu, até mesmo se colocando como protagonista da história. Quando a criança ainda é pequena não devemos confundir estas histórias da imaginação com mentiras, pois estão apenas fantasiando a respeito de alguma coisa.

 As mentiras que se deve corrigir são aquelas que percebemos que vão prejudicar a criança. Por exemplo: vimos o nosso filho fazer algo e ele afirma que não fez. Se  dermos uma bronca nele e o colocarmos de castigo, ele vai ter medo de dizer a verdade em uma próxima vez, pois não vai saber qual vai ser a nossa reação. São espertos até para imaginar algo que nos deixaria satisfeitos para não receber o castigo, o que pode não ser a verdade.

 Se, ao contrário, conversamos com nosso filho dizendo que falar a verdade é muito importante e que não vamos castigá-lo pelo que ele fez de errado, ele vai se sentir seguro para nos contar a verdade. Se o nosso filho  contou uma história e depois volta e diz que na verdade não foi isso que aconteceu e conta a verdadeira história, devemos dizer à ele que vamos perdoá-lo porque ele contou a verdade. Com esta atitude vamos incentivá-lo a contar a verdade.

 O importante é não fazer um drama de tudo o que acontece com nossos filhos. Não devemos fazer “tempestade em copo d’água!”. E sempre que fizerem algo errado, devemos ensinar o que é certo fazer. Diálogo, muito diálogo e orientação para que se sintam seguros em poder confiar em nós e nos contar tudo o que acontecer com eles.

MEU FILHO FAZ COISAS ERRADAS

 Quando a gente fala de criança que “faz coisa errada”, precisamos antes de qualquer coisa, saber preparar o ambiente onde a criança vai estar. Nada que possa machucá-la como facas, tesouras, agulhas, vidros, nada que possa ser engolido como bolinhas de gude, botões, produtos de limpeza, nada disso pode ficar ao alcance de crianças.

 Tudo isso as crianças aprendem que é perigoso mais tarde quando elas conseguem ter noção do que é o perigo.

 É melhor prevenir do que remediar!

 Quando os filhos são pequenos, não adianta achar que “O meu filho não mexe nisso porque eu ensinei que é perigoso” ou então “Ah, eu não desgrudo dele um minuto!”. Pra quê isso se a gente pode evitar muitas situações apenas tomando algumas precauções? Então vamos simplificar a vida: vamos tirar tudo o que é perigoso do alcance delas e vamos deixá-las brincando em paz enquanto tomamos um delicioso cafezinho.

 Importante: nunca devemos dar ‘ideias’ aos nossos filhos. Devemos deixar sempre para dizer que não pode fazer tal coisa depois que a criança já fez.

 Por exemplo: nunca devemos dizer aos nossos filhos “não pode subir na estante” quando ele nem percebeu que a estante existia, porque aí junta o fato da ideia com o proibido, que é muito melhor e ele vai esperar uma hora em que não estivermos presentes para fazer, ou então quando estiverem com aquela tia ou avó que “deixa fazer tudo”.

Uma amiga me contou um fato de um menino que morava em um prédio, num andar alto, e cuja mãe havia instalado redes de proteção nas janelas. Porém a mãe deixava o filho brincar de super-herói que se agarrava na rede, como o homem aranha. E o menino que era daqueles “abençoados”, que não parava quieto e que podia fazer tudo o que queria, um dia entrou correndo na casa da vizinha e foi direto na janela. Só que a vizinha não tinha filhos e também não tinha redes de proteção nas janelas… Era o 9º andar.

 Crianças devem estar sempre ocupadas com algo próprio da idade para não se sentirem entediadas e procurarem coisas erradas para fazer. Brinquedos devem ser guardados em caixas separadas e deve-se dar à criança uma de cada vez. Brinquedos em caixas separadas, além de facilitar a arrumação, permitem que a criança dê uma “distraída” enquanto guarda um e pega outro e estará com vontade de brincar com o algo “novo”, ou seja, que não estava em seu campo visual. Se a criança tem tudo a sua frente, quando fica cansada de brincar não aceita mais o que já estava em seu campo visual e precisa de algo diferente para ativar sua vontade de brincar mais. Quando cansa e não tem mais o que colocar na frente dela, vai ficar chata e perturbando todos os que estiverem à sua volta. Nesta hora podemos ensinar guardar os brinquedos que também pode ser uma atividade divertida. Ensinar a guardar não significa ficar sentada em frente à TV e dizer “guarda esse que eu te dou outro”. Significa posicionar-se ao lado da criança e conversar com ela: “terminou de brincar com este, então vamos guardar e pegar outra coisa pra brincar”. E é bom nos prepararmos porque vamos ter que fazer isso a cada quinze minutos! Mas é assim que se faz um filho feliz.  Depois ele se acostuma e aprende a fazer tudo sozinho.

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