O Que é Que eu Faço com Meu Filho?

Como educar um filho? Como lidar com situações difíceis com os filhos? Como ter paciência? Como começar? Por onde começar? O que é preciso saber para se educar um filho? Qual é a fórmula certa? Como meu relacionamento com DEUS pode ajudar? Muitas perguntas surgem quando chegam os filhos e nos confrontamos com a difícil tarefa de educá-los. Pequenos e indefesos seres humanos concebidos pelo Poder de DEUS, com a Sua permissão, que vão crescer e se tornar adolescentes, jovens e posteriormente adultos.

É uma enorme responsabilidade!

Quando nascemos e ainda não sofremos a influência do mundo, nossa alma é pura e sem maldade. Dia após dia nós vamos aprendendo e absorvendo o que acontece ao nosso redor, na total dependência de outros seres humanos responsáveis por nós. A pureza na nossa alma é corrompida pelos maus tratos na nossa educação e pelas más influências vindas de uma sociedade estressada, escolas mal estruturadas e famílias desunidas em pleno século XXI.

Nós nascemos aptos a ter uma vida cheia de realizações, mas o mundo nos empurra para outras direções. Direções que nos afastam de DEUS e nos privam da alegria e da paz a que temos direito. Sem perceber, somos confinados pelos adultos a ter uma vida de amarguras e sofrimento, decorrentes da deterioração da consciência de valores da humanidade. Há hoje a conscientização do ser humano de que esta não é a melhor forma de se viver. E buscamos soluções para reverter este quadro. A hora é de modificar a educação para vivermos plenamente como deve ser.

A educação é primeiramente uma função dos pais. Os pais são responsáveis pela educação de seus filhos e podem sofrer influências de familiares e da sociedade. Os adultos são responsáveis pelo presente e futuro da vida de uma crianças: o que o adulto fizer com a criança desde a concepção vai definir o futuro da criança, ou seja, as suas atitudes vão transforma-lo em um jovem feliz e que sabe o que quer, ou em um delinquente, um drogado, um homossexual, um pervertido, ou talvez ainda alguém que vai passar horas e horas num psicanalista tentando entender porque erra tanto, porque não se gosta, porque não consegue ter sucesso em nada ou porque tinha que nascer!

O QUE QUEREMOS PARA OS NOSSOS FILHOS?

Precisamos decidir isto primeiro.

Uma criança é um ser distinto e individual e este é o primeiro ponto a ser considerado. Um filho não é uma extensão de nós mesmos, é outro ser com vontades próprias, que terá gostos diferentes dos nossos, que terá percepções da vida de uma forma diferente da nossa e nós temos que respeitar este fato. Nós devemos orientar e ajudar nossos filhos a se desenvolverem da melhor forma possível e isto não inclui impor nossas vontades sobre eles, pois não conhecemos o propósito de DEUS para eles.

Por exemplo, se DEUS criou um ser humano para ser um excelente cientista e descobrir uma importante vacina, mas seus pais impõem desde cedo que ele se torne um advogado como o pai e o avô. Todo o potencial que DEUS colocou neste ser humano será destruído pela educação que ele recebeu dos pais. Um destino, um propósito, um plano de DEUS será totalmente destruído pelos pais que pensavam estar fazendo o melhor para o seu filho.

Quando DEUS criou os céus e a terra e tudo que nela há, o SENHOR criou o homem à Sua imagem e semelhança e disse em Gênesis 1.28b: 

“e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra”

DEUS não falou que o ser humano poderia dominar sobre seus filhos ou outros de sua espécie. É muito importante entender isso. Cada ser humano que nasce tem um plano de DEUS exclusivo para a sua vida. E o que acontece quando um ser humano é dominado por outro? O dominador tem influencia sobre o dominado e impondo as suas vontades impede o desenvolvimento próprio do dominado, que se sente pressionado e constrangido a obedecer ao dominador com medo de ser repreendido. O dominador é sempre uma pessoa de personalidade mais forte que o dominado. A pessoa que domina outra exerce seu ‘poder’ de imposição sobre o mais fraco influenciando suas decisões e bloqueando o desenvolvimento próprio do dominado.

Este tipo de atitude é muito comum entre os adultos e as crianças, sendo os adultos os dominadores. As crianças crescem sem ter o direito de desenvolver o seu próprio potencial e acabam seguindo o que os adultos lhe impõem. Na maioria das vezes, nós vemos como resultado em crianças que foram dominadas pelos adultos, que elas seguem estudos para uma profissão da qual elas não gostam e para a qual não tem aptidão. O que acontece então é que ou param no meio do caminho ou chegam até a concluir a faculdade, mas pela frustração de estar fazendo o que não gostam, não conseguem exercer a profissão. E anos foram perdidos na vida desta pessoa. E isto não é o pior. O pior disto tudo é que, a pessoa que foi dominada, após toda esta frustração, se vê a si próprio como incapaz, entra em depressão e sua vida pode ser completamente destruída porque um dia alguém se achou no direito de dominar e exercer um poder que não tem em cima desta pessoa. E muitos talentos são perdidos desta forma e muito sofrimento que poderia ter sido evitado.

A grande escritora Agatha Christie nunca frequentou a escola; ela era cuidada por uma governanta que a deixava desenvolver os seus talentos e ela escreveu o primeiro livro com 9 anos. Quando observamos os nossos filhos sem impor as nossas próprias vontades, nós descobrimos o que eles mais gostam de fazer. Ao cuidarmos dos nossos filhos com carinho, atenção e afeto logo desde o nascimento, eles vão se desenvolver amplamente e perceberemos, ao longo dos anos, as suas aptidões. Os adultos que tem o costume de repreender a criança com rispidez acabam frustrando e inibindo o potencial e o desenvolvimento adequado dela. Crianças cujos pais não demonstram amor, carinho e afeto  terão problemas psicológicos que elas terão que resolver sozinhas dentro delas. Então antes de fazer qualquer coisa com as crianças da qual não conheçamos a real consequência, precisamos parar e refletir. Precisamos tomar muito cuidado com pensamentos viciados e atitudes que nós fazemos só porque nossos pais ou avós fizeram. Nem sempre nos sentimos tranquilos quando conversamos com outras pessoas. É por isso que sempre o melhor caminho a seguir é perguntar a DEUS o que fazer nas situações de dúvida. Orar e confiar no SENHOR. DEUS nos capacita.

Quando nascem nossos filhos, é normal que tenhamos dúvidas, principalmente quando se trata do primeiro. Mas se temos um constante relacionamento com DEUS, estaremos mais tranquilos porque recebemos do Espírito Santo a orientação de que precisamos. O mais importante é sempre ter em mente de que uma frase dita com voz branda terá um efeito muito mais positivo do que ordens dadas com raiva e impaciência. A forma como falamos e nos dirigimos à criança influi diretamente no resultado da ação. Quando queremos obter algo de uma criança devemos ‘convidá-la’ a fazer o que é preciso, e não impor e exigir. Basta pensar no tom de voz que nós mesmos gostamos de ouvir. Quando alguém nos pede para fazer algo, nós gostamos que a pessoa se dirija a nós com educação e respeito, portanto é exatamente assim que devemos fazer com as crianças. E elas então aprenderão que é desta forma que precisam agir, pois aprenderam pelo nosso exemplo. É muito simples: o que fazemos, elas aprendem; como somos com elas, elas serão com os outros. Ensinaremos muitas coisas às crianças: falar, agarrar, engatinhar, andar, cantar, pintar, ler, escrever, estudar, respeitar, obedecer, amar, cooperar, se comportar e muitas outras coisas. Mas devemos nos lembrar que todas estas coisas devem ser ensinadas através do exemplo que damos: a criança vê e a criança copia, portanto tudo o que a criança vê, ela vai copiar inclusive os maus exemplos!

 

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3 Responses to “O Que é Que eu Faço com Meu Filho?”

  1. lucilene

    preciso de ajuda pois nao consigo ter o respeito do meu filho, sempre que falo com ele, ele sai se batendo blasfemando, acho que sou uma mae muito carinhosa pois o criei sem a presença do pai preocurei dar-lhe tudo o que estava em meu alcance mais parece que as coisas fugiram do controle, tenho vontade de desistir dele tenho medo do que ele possa se tornar mais tarde pois é uma criança de 10 anos com um temperamento extramamente violento nao tenho condiçoes de pagar uma consulta com um piscologo gostaria que me ajudasse talvez ate com livros para nós que pudessemos nos entender, amo meu filho mais sinto que a qualquer momento esse amor todo possa ser destruido me ajude.

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