O Incentivo ao Estudo

O INCENTIVO AO ESTUDO

 Antes de falar sobre incentivar nossos filhos a estudar precisamos analisar o contexto atual do que é ensinado nas escolas: um dia alguém estipulou quais seriam as matérias que deveriam ser estudadas na escola. Cabe aqui uma pergunta importante: em quê foram baseadas estas escolhas? Se analisarmos bem, nós chegaremos à conclusão de que a maioria das matérias que aprendemos na escola não nos servirá para nada no futuro. Por exemplo: se alguém quer se tornar um advogado, ou trabalhar com vendas, ser padeiro, ser um empresário, e tantas outras profissões, de nada lhe servirá aprender física, química ou biologia. São matérias que não são simples e que nos constrangem quando conseguimos apenas a média para obter o diploma.

Isso não significa que não sejam matérias importantes, pois são necessárias para as pessoas que querem se tornar engenheiros, cientistas e outras profissões da área de exatas. O que estou expondo aqui é que estas matérias deveriam ser ensinadas em faculdades, para aqueles que querem seguir uma carreira nesta área, não obrigando os jovens que tem dificuldades nesta área a terem que aprender na marra, se não vão usar depois. Eu usei como exemplo as matérias de física, química e biologia, mas eu poderia ter usado também como exemplo as matérias de história ou geografia. Em suma, a ideia que estou tentando expor é que certas matérias não deveriam ser obrigatórias e sim opcionais para aqueles que querem estudá-las. Se cada jovem é livre para estudar aquilo que quer seguir como carreira, vai estudar com mais afinco porque é aquilo que gosta de estudar, e não precisará perder tempo com algo que não vai precisar no futuro. Um jovem que gosta de biologia vai ser um excelente aluno em biologia. Um jovem que gosta de letras vai se entendiar com biologia porque não é a área na qual ele quer trabalhar. E assim acontece desde sempre e nós precisamos simplificar a vida: estudamos aquilo que gostamos de estudar e que vamos seguir como carreira. Se eu quero seguir uma carreira no campo de turismo, o que vai me adiantar aprender sobre fórmula de Baskara? E assim por diante para todas as outras profissões, especificar os estudos que queremos seguir naquilo que realmente precisamos aprender.

Nós massacramos de opressão as nossas crianças para que estudem mais e mais e entramos em conflito e as afligimos por algo que elas nem vão usar na vida. E em contra partida, nos falta aprender valores e princípios essenciais para o nosso desenvolvimento social, aprender a trabalhar em equipe, a colaborar, desenvolver o raciocínio lógico, aprender o inglês que é uma língua universal e abre muitas portas, estudar a nossa língua através de canções dos nossos queridos autores brasileiros e que nos ensinam valores e atitudes corretas, e tantas outras coisas. É impressionante a riqueza do nosso país em todos os aspectos e é um crime privarmos nossas crianças destas bênçãos.

 Muitos aprendem na marra quando já adultos a se comportar na empresa em que trabalham para garantir o tão esperado salário. Muitas são as empresas que tem problemas por causa da falta de maturidade dos jovens e muitos mais por parte dos adultos. Precisamos ensinar nossos jovens a amadurecer para se tornarem adultos mais capazes. Muitos são os que vão dar duro à vida inteira em um emprego para fazer o dono da empresa ficar rico e passar a vida no sufoco tentando sobreviver!

Isso não é frustrante?

E aí alguém diz: “A vida é assim mesmo, temos que lutar para sobreviver e agradecer a Deus o que nós temos, mesmo que seja pouco”. Este é o pensamento do perdedor. O vencedor diz: “Eu vou me aproximar de Deus e descobrir o que Ele planejou para a minha vida!”.

 E a Bíblia diz que somos ‘mais do que vencedores’!

Até quando vamos ignorar a existência de DEUS?

 Muitas mães se queixam que seus filhos não querem estudar. Muitas vezes, a matéria não é interessante ou o professor não é agradável e as crianças se aborrecem e não aprendem nada. E o que nós fazemos? Pressionamos, pressionamos e pressionamos. Muitos pais e filhos entram em conflito e as lições de casa e provas escolares são motivos de discórdia na família. Não podemos continuar assim. Estudar deve ser algo prazeroso, a criança é curiosa e gosta de aprender. O problema é que o que é ensinado não é adaptado às necessidades delas. E tampouco respeitamos a natureza da criança para lecionarmos, ou seja, se levarmos em consideração as características das crianças em cada faixa etária, teremos um resultado imensamente mais satisfatório. Por exemplo: vamos considerar que a criança de 6 a 8 anos fica irritada quando ela tem que permanecer muito tempo sentada; então vamos providenciar atividades que elas possam fazer também de pé. Este é apenas um exemplo. Se respeitarmos a natureza da criança em cada faixa etária para estipular as atividades, teremos um interesse muito maior por partes das crianças em ir à escola, porque sabem que vão fazer coisas que ela gostam. Ficar forçando as crianças a fazerem coisas que não gostam e obrigá-las a fazer só gera desânimo e desinteresse.

 Enquanto esperamos esta reestruturação escolar, nós podemos incentivar a criança a gostar de estudar desde cedo. O incentivo ao estudo pode ser dado desde os seis meses de idade com livrinhos de pano ou plástico laváveis, ou de papelão grosso para não serem rasgados. E precisamos ensinar a respeitar os livros; livros não são para ficarem jogados pelo chão, livros devem ser valorizados.

 Com um ano de idade, podemos dar de presente ao nosso filho uma mochilinha com cadernos e um estojo com lápis de cor, lápis grafite e borracha e ensiná-lo a usar. Podemos deixá-lo rabiscar a vontade em folhas grandes (não nas paredes!) ou em uma lousa, por exemplo. Esta brincadeira pode ser uma hora gostosa passada com os filhos e eles vão tomar gosto pelo estudo. Nunca devemos nos referir aos estudos como algo chato e não devemos falar de nossas experiências desagradáveis.

 Devemos nos lembrar do amor incondicional aqui também: não podemos impor como condição para demonstrar amor a um filho que ele seja um excelente aluno. O importante não é ser o primeiro da classe. O importante é gostar de estudar, pois este é o único caminho para uma carreira de sucesso.

 Então se queremos que nossos filhos gostem de estudar, devemos praticar o amor incondicional. Eles vão trazer uma nota excelente na matéria que eles mais gostam. Podemos dar uma recompensa a eles como forma de incentivo e dizer que todas as notas boas serão recompensadas. Eles vão aprender que recompensa se consegue com esforço. Há dias em que nós adultos estamos desanimados em nosso trabalho, mas nos esforçamos para conseguir terminar a tarefa. Devemos ensinar nossos filhos a recuperar o ânimo, nos animar junto com eles, dizendo palavras de incentivo do tipo “vamos, lá filho, você consegue!”.

 Se um filho não está conseguindo se concentrar, podemos fazer um lanche pra ele extravasar a pressão. Às vezes cinco minutinhos são suficientes, o tempo de dar uma despreguiçada e tomar um copo de água. A concentração volta depois disso se não ficarmos em cima dele repetindo a toda hora que ele tem que se apressar.

 Não podemos ser radicais nos estudos, não precisa ser excelente em todas as matérias e também em educação física e educação artística! Vamos com calma. Nossos filhos não precisam ser populares e muito menos ser aquilo que nós gostariamos de ter sido e não fomos. Devemos nos lembrar de que nós mesmos não gostávamos de todas as matérias. Uma criança não precisa tirar nota 10 em tudo. Precisa aprender para passar de ano. Por isso devemos incentivar, motivar a criança a estudar e há muitas formas de fazer isso. Por exemplo, podemos combinar que a cada nota a partir de oito vão ganhar um presente. Mas cuidado! Não podemos prometer o que não podemos cumprir.

 É importante também jamais comparar nossos filhos com ninguém. Cada criança tem seu ritmo de aprendizado e nós devemos respeitar isso. Devemos respeitar o ritmo e o espaço de cada criança. A pior coisa para uma criança é que façamos comparações, com os irmãos, primos, com os amiguinhos da escola ou os vizinhos. Isto é erradíssimo: cada criança é um individuo, e como tal é único, é individual. Não é porque o irmão mais velho era ótimo em matemática que o caçula também vai ser. Cada criança tem seu talento e seu ritmo. Se o filho da vizinha andou com 11 meses de idade não quer dizer que o nosso também deverá andar com 11 meses. Há crianças que se soltam com 13 meses, nem por isso tem algum problema. Uns largam as fraldas com 26 meses outros com trinta meses, outros até com mais de trinta. Se percebermos que há algo estranho, devemos procurar um pediatra ou um especialista.

 Devemos lembrar que quando criança, o aprendizado é medido em meses e não em anos e a criança aprende mais nos cinco primeiros anos de sua vida do que em qualquer outra fase da vida. É uma infinidade de progressos como: virar-se de lado, erguer a cabeça, sentar, engatinhar, sorrir, chorar, aprender a falar, e vai falar na língua dos pais! São os primeiros sons, as primeiras sílabas, as primeiras palavras, mais tarde as frases e mais tarde tem que aprender a ler e escrever, pular, se vestir e não acaba mais! É importante que observemos o ritmo da criança e não a sufoquemos. A criança que se sente sufocada fica irritada e chora. É como ter um chefe toda hora no pé, chega uma hora em que queremos respirar! Então vamos nos lembrar da sensação de poder estar sossegado fazendo o que gostamos, sem ninguém nos perturbando. É assim que os nossos filhos querem se sentir. E nós devemos nos lembrar também que nós não gostávamos de todas as matérias. O fato de gostarmos mais de algumas matérias do que de outras, mostra que temos aptidões: quem for apaixonado por biologia tem tendência a ser médico ou cientista; quem gosta muito de cálculos poderá ser engenheiro e assim por diante.

 Para profissões específicas, temos as faculdades e universidades. Se ao invés de observarmos nossas crianças para perceber o que elas gostam mais, nós ficamos apenas exigindo e cobrando que saibam todas as matérias da escola para não repetir o ano, nem elas próprias saberão aos 17 anos quais os estudos que vão querer seguir na faculdade. Quando chega o final do colegial, muitos não querem nem mais saber de estudar, acham que precisam de ‘um tempo’ pra descansar, querem respirar! Mas aqueles que foram incentivados a estudar e respeitados pelos pais vão logo querer entrar na faculdade e finalmente ter uma profissão para começar sua vida. É claro que falamos aqui de um modo geral e para uma determinada classe de pessoas, pois muitos adolescentes não têm a chance de conseguir fazer uma faculdade, seja por falta de incentivo ou por falta de recursos. Mas DEUS criou cada ser humano com um propósito e se nós seguirmos o caminho do SENHOR, descobriremos as maravilhas e promessas que Ele tem para nós e nossos filhos e netos. Todos os seres humanos têm talentos e dons dados por DEUS que são revelados quando nos aproximamos do Criador. E a Palavra de DEUS nos ensina como seguir este caminho e descobrir a perfeita e agradável vontade de DEUS para a nossa vida! E quando descobrimos esta vontade de DEUS para a nossa vida e aprendemos a seguir a voz do Espírito Santo somos abençoados por todos os lados e nos tornamos novas criaturas e tudo em nossa vida é transformado para vivermos de uma forma tão grandiosa e maravilhosa como nunca haveríamos imaginado.

 Precisamos repensar em tudo o que foi determinado por homens e questionar o ensino atual. Será mesmo necessário continuar pagando fortunas em escolas particulares para que nossos filhos sejam sugados por professores exigentes demais para aprender um monte de matérias que não vão usar durante o resto de suas vidas? É claro que há matérias que são realmente necessárias como a língua portuguesa e a inglesa que é uma língua universal, matemática básica e raciocínio lógico. Noções da história do país sem nos obrigar a decorar datas e nomes que não vão nos acrescentar nada e noções de geografia e ciências. E porque não ensinar a se relacionar com o próximo, ensinar sobre a vida, ensinar sobre os princípios de DEUS?

 Nenhum ser humano pode viver bem e livre sem DEUS!

 Ensinar o que é importante para que sejam sociáveis, cooperadores, alegres! Ensinar como levar a vida de forma positiva, como educar a mente com pensamentos bons e estimular a alegria de viver. Imagine como o mundo seria diferente se todas as pessoas fossem felizes! As nossas crianças são os adultos de amanhã, são eles que vão continuar construindo este planeta e nós temos obrigação de lhes ensinar tudo o que pode contribuir para um futuro melhor.

Pessoas melhores fazem um mundo melhor.

 Individualismo, egoísmo, consumismo precisam cessar. Cooperativismo, positivismos, solidariedade, compaixão, igualdade, bondade constroem um mundo melhor para todos.

 É só uma questão de escolha e boa vontade. O resultado? Pessoas livres de vícios, de remédios, de traumas, de doenças… Pessoas cheias de paz, alegria, vontade de viver, vontade de criar e de transformar tudo em sua volta.

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3 Responses to “O Incentivo ao Estudo”

  1. Claudia

    Boa tarde! minha filha tem 9 anos e é esperta mas tem algumas dificuldades para estudar, não pega no caderno para estudar em nenhuma hora do dia, chega do colégio e coloca sua mochila no quarto e só tira ela de lá no outro dia de aula, não vejo ela estudar nada durante toda a semana, quando chega na semana de prova é que ela estuda porque se não ela vai ficar de recuperação então ela pega o caderno e estuda as matérias separadas pela professora para cair nas provas, oque faço para ela tomar gosto para estudar todos os dias um pouquinho?

  2. lista de email

    normally i don’t leave a comment but your post was excellent so i had to thank you for that. lista de email lista de email lista de email lista de email lista de email

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