Ligação Sentimental

LIGAÇÃO SENTIMENTAL

Uma mãe, em seu íntimo, tem o desejo de educar um filho para que ele seja exemplo e que todas as pessoas enxerguem o seu filho como a criança mais bem comportada do mundo, mais educada e mais inteligente. O que vem escondido dentro deste desejo é o fato de querer ser reconhecida como uma mãe que acertou na educação de seus filhos. Outra vez, infelizmente, estamos falando de um estereótipo pré-fabricado. Vivemos em um mundo cheio de padrões e rótulos: um ‘modelo’ de corpo ideal, um modelo de comportamento ideal, um modelo de vida ideal e tudo o que foge deste contexto é considerado um problema a ser corrigido ou é considerado ‘anormal’. Se uma pessoa aos 20 anos de idade não tem namorado, algo está errado com esta pessoa; se acabando o colegial uma pessoa não sabe ainda que carreira vai seguir, ela está com algum problema; se um bebê está um quilo acima do peso considerado ‘normal’, é imprescindível rever sua alimentação para que não se torne um obeso! Tantos absurdos! As pessoas precisam entender que o que cria os problemas são justamente estas neuroses em querer perfeição em tudo o que veem. Disseram ao Fred Astaire que ele não sabia dançar. Disseram ao Walt Disney que ele não tinha nenhuma imaginação. Palavras que foram proferidas para estes homens quando eram jovens, mas que foram nitidamente ignoradas por eles em seu íntimo e não se deixaram intimidar. Pelo contrário, eles acreditaram nos seus próprios sonhos e seguiram em frente. Porém infelizmente nem todos têm esta mesma obstinação. Muitos talentos são anulados e perdidos por implicância de pessoas próximas, na maioria dos casos da própria família. Porque é tão difícil aceitar que alguém da família pode ter nascido com um objetivo especial de DEUS? Porque isso parece tão absurdo para alguns? Na verdade DEUS criou cada ser humano com um propósito especial e único. Se todas as pessoas tivessem a oportunidade de seguir este propósito que DEUS colocou dentro de cada um, este mundo seria realmente diferente. Mas isso vai mudar. Vai mudar porque o Nosso DEUS está nos dando consciência de que somos todos especiais e está nos mostrando outro caminho a seguir: o caminho que ELE próprio idealizou para nós.

 Estes modelos de perfeição criaram na cabeça das pessoas uma terrível confusão a ponto de se torturarem por dentro quando algo não sai como dita o padrão. Se um bebê já fez um ano e ainda não sabe andar, acham que isso não é normal. Se uma criança não lê e escreve aos sete anos de idade, acham que ela tem um distúrbio mental. E com isso pessoas se acham no direito de rotular crianças dizendo que ‘não são normais’ e dizem isso perto da criança que vai absorver e criar um bloqueio porque ‘as pessoas’ estão dizendo que ela é algo e como a criança acredita no que os adultos falam, ela vai transformar isso numa realidade, porque falaram que é isso que ela é. Se as pessoas simplesmente entendessem que cada criança tem um ritmo diferente e ao invés de querer ‘ajustá-la’ ao padrão procurassem incentivar e motivar a criança, ela se desenvolveria de uma forma absolutamente normal.

 O que faz uma pessoa pensar que ‘conhece’ outra pessoa em seu íntimo? Só DEUS nos conhece a fundo. As pessoas só podem conhecer, através de sua própria percepção, o que uma pessoa demonstra, que nem sempre é a verdadeira personalidade da pessoa. Uma pessoa pode hesitar no falar dando alguns sorrisinhos e com isto ser considerada como uma pessoa tímida ou apenas pouco à vontade, e no fundo esta pessoa pode estar morrendo de medo de falar e de ser mal interpretada e gostaria naquele exato momento de estar em um buraco bem fundo onde ninguém a pudesse ver. As mães acham que conhecem seu filhos. Os filhos acham que conhecem as mães. As pessoas acham que conhecem aqueles amigos de longas datas. E dependendo do amor que sentem por estas pessoas, se recusam a acreditar que esta pessoa possa ser diferente daquilo que elas enxergam, afinal de contas elas ‘conhecem bem a pessoa’. Não, as pessoas conhecem apenas o que é demonstrado. No íntimo, só DEUS conhece.

 Ninguém gosta de ouvir algo a seu respeito que não seja bom. Uma mãe não consegue admitir que gostaria que seu filho fosse diferente, ou seja, que ele fosse como aquele padrão que ela criou em sua cabeça como filho ideal. Mas isto fica em seu íntimo porque da boca pra fora ela diz que ela tem que respeitar seu filho como ele é. Então mesmo que uma mãe diga na frente de outras pessoas que vai amar seu filho de qualquer forma, independente do que ele se tornar mas continuar dentro de si mesma alimentando uma imagem do ‘filho ideal’, o sentimento que o filho vai absorver é o do sentimento que a mãe carregar dentro dela. Porque mães e filhos têm uma ligação sentimental e isso funciona como uma ‘energia’ dentro deles e esta energia prevalesce sobre as palavras. E este é o mal que gera inúmeros problemas. Se as mães parassem de achar que conhecem seu filho e simplesmente se deliciassem em observar o que DEUS faz através de cada criança, a mãe aprenderia muita coisa a respeito de educação e sobre como respeitar um filho. Temos que entregar nossos filhos a DEUS e confiar que o Pai vai cuidar deles como nenhum ser humano poderá jamais cuidar. DEUS reúne em Si todas as profissões que existem na face da terra, toda a sabedoria de todos os homens existentes no planeta e dos que já não existem mais. E dele é todo o entendimento possível e à Ele pertence tudo o que todos juntos possam imaginar ou pensar, pois tudo vem dele.

 Mas as pessoas não confiam em DEUS. Elas preferem confiar e pagar uma fortuna em escolas de renome ou em psicólogos porque podem falar com estas pessoas e receber imediatamente uma resposta do que vai acontecer com seus filhos, porque o ser humano não sabe esperar e resposta de DEUS: “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!” Jeremias 17:5

 Precisamos entender isto, é muito importante: nossos filhos são suscetíveis aos nossos sentimentos, portanto se tivermos medo, eles também terão. Se tivermos em mente uma cena problemática, eles captam que alguma coisa deve estar errada e eles choram porque tem medo do desconhecido, porque estamos transmitindo medo.

 Se, ao contrário, mentalizarmos que tudo vai correr bem e que não há motivo para ter medo, eles automaticamente se sentem seguros porque a mãe, que é seu ponto de referencia primordial, está bem e segura, então nenhum motivo para ter medo, pois está tudo bem.

 O que transmitimos é o que vão sentir por isso a importância de se estar bem consigo mesmo. Qualquer adulto que transmitir medo ou insegurança a uma criança vai ter uma criança chorona porque ela não se sente protegida. O ambiente em que se vive deve ser seguro e calmo. Se não há no ambiente a presença de DEUS, logo sentimos o ambiente desmoronar, pois as pessoas ficam incomodadas.

 O lar deve ser Cristocêntrico, ou seja, JESUS CRISTO deve ser o centro de tudo. O relacionamento com DEUS é muito importante: onde não há relacionamento com DEUS, não há paz e as pessoas sentem um vazio por dentro, que vão tentar preencher com prazeres mundanos como consumismo, drogas, fumo ou álcool que os levarão à perdição.

 Com DEUS no controle, agimos sempre naturalmente, sem alarde ou insegurança. E as crianças sentem e se beneficiam com isso se desenvolvendo melhor.

 Precisamos dar aos nossos filhos a liberdade de expressão que tanto valorizamos quando nos tornamos adultos. Tudo o que não tivemos na infância temos a tendência de buscar quando nos vemos sozinhos na caminhada. Se não tivemos amor e atenção, nos entregaremos facilmente em qualquer relacionamento amoroso e nos sujeitaremos a qualquer coisa contanto que o outro no dê amor e atenção. Toda carência não suprida na infância gera distúrbios de comportamento. Os seres humanos querem ser notados, querem se sentir importantes, querem ser amados para se sentirem felizes. E esta dependência de aprovação é gerada pela independência que o ser humano criou de Seu Criador.

 Depender totalmente de DEUS resolve todos os nossos problemas, inclusive a carência emocional. Devemos buscar esta dependência e ensiná-la aos nossos filhos para desenvolver neles sentimentos importantes como autovalorização, autossegurança e aceitação.

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One Response to “Ligação Sentimental”

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