Mãe: Uma Referencia!

MÃE: UMA REFERÊNCIA

 A mãe ou o adulto que fica mais tempo com a criança é uma referência para ela, seu apoio e o exemplo que ela vai seguir: ”Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a derruba com as próprias mãos”. (Provérbios 14.1)

Para uma criança o que os pais ou a pessoa que permanece mais tempo com ela falam dela é o que ela vai acreditar. Não devemos falar mal dos filhos e muito menos quando eles estiverem por perto. Se eles fazem coisas erradas é porque não estamos dando a devida atenção, é porque não estamos tendo paciência.

Os chamados ‘tempos modernos’ em que o núcleo familiar não é mais o mesmo e a necessidade de ‘igualdade dos sexos’ destruiu toda a estrutura formada pelo TRIUNO, a mãe precisa trabalhar também para ajudar no sustento da casa ou cria sozinha seus filhos. A democracia nos trouxe individualismo e nos cobramos uns aos outros o que deve ser feito ao invés de nos unirmos e nos ajudarmos uns aos outros. Estamos cansados e procuramos constantemente o alívio que não existe na vida moderna.

JESUS disse “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”. Mateus 11.28.

O homem natural (que não tem um relacionamento com O TRIUNO pelo espírito) não pode compreender e praticar este versículo, nem tampouco ser beneficiado por ele, porque as coisas espirituais se discernem pelo espírito. As pessoas, no entanto, que experimentam o novo nascimento em CRISTO recebem do TRIUNO este alívio e muito mais.

Para ser uma referência positiva para os nossos filhos precisamos aprender a cuidar de nós por completo, ou seja, corpo, alma e espírito. Precisamos de uma cura interior para sarar todas as nossas feridas e poder estar em paz para cuidar de outros seres humanos. Quando alcançamos a paz interior, que só é possível através do relacionamento com O TRIUNO, somos feitos aptos a entender as necessidades dos filhos e torna-se muito mais simples educá-los. Compreenderemos que alguns minutos com os nossos filhos vão nos fazer ganhar muito mais do que ficar empurrando para mais tarde a conversa com eles porque temos outras prioridades. Quando damos atenção aos nossos filhos exatamente no momento em que estão pedindo porque é o que estão precisando, teremos a enorme satisfação de estar ensinando algo a eles e eles vão ficar felizes porque receberam atenção e vão brincar sossegados. Frases do tipo: “vá brincar lá fora e me deixa em paz, tenho muito que fazer”, são frases que mostram o quanto ignoramos as necessidades de nossos filhos. Pronunciá-las é fácil. Mas as consequências são graves: criamos um abismo onde serão armazenados sentimentos nocivos como a rejeição, a baixa autoestima, a tristeza, a mágoa, a raiva e assim permitiremos que o mal entre no relacionamento. Quando damos atenção aos nossos filhos, pois é responsabilidade nossa fazê-lo, nós abrimos uma ponte para fluir o amor e a reciprocidade. Então bons sentimentos se desenvolvem como o amor, a bondade, a união, o afeto, o altruísmo que geram uma estrutura fantástica para resolver as situações com mais simplicidade. Quando nos sentimos bem, nós queremos que todos à nossa volta estejam bem também. E queremos cooperar uns com os outros e a paz e a harmonia fazem parte do nosso lar. A mulher tem dentro de si um potencial enorme e fantástico, capaz de modificar as situações. A força e a coragem para mudar uma situação nós conseguimos no relacionamento com O TRIUNO. Somente O TRIUNO pode nos ajudar a mudar e conseguir uma satisfação impressionante em tudo o que fazemos, mas a vontade de mudar é da própria pessoa. Nós temos que tomar a decisão: O TRIUNO nada pode fazer sem a nossa permissão por causa do livre arbítrio que Ele nos concedeu. Nós temos a escolha: podemos decidir ser transformados pelo TRIUNO ou continuar sofrendo por falta de conhecimento dele. O TRIUNO nos dá sabedoria para edificar o nosso lar, para descobrir estratégias envolvendo a todos na família.

Algumas mulheres insistem em cuidar de uma casa sozinha. Cuidar de uma casa, de marido e filhos quando se trabalha fora para ajudar nas despesas, não é nada fácil. Mulheres que não possuem um relacionamento com O TRIUNO e querem fazer tudo sozinhas, chegarão em um dia de descanso exaustas e ainda enxergando e se culpando por tudo o que ainda não foi feito e que vai ficar acumulado. Não precisa ser assim. Mais importante do que uma casa brilhando e impecavelmente arrumada é a saúde de cada um, inclusive da mãe para cuidar de seus filhos. Mais importante também é a qualidade de vida. A educação dos filhos é mais importante do que a casa em perfeita ordem.

Existem sérias consequências no descaso da educação de filhos. Vamos analisar a seguir algumas situações para perceber a melhor forma de direcionar as nossas palavras. Entendendo o sistema positivo nós traremos simplicidade e qualidade para a tomada de decisões.

A criança que pode fazer tudo quando ainda é pequena, vai crescer achando que pode fazer tudo o que quiser sem se importar com os outros. E quando o adolescente que não teve limites enfrenta o mundo aí fora e descobre que no mundo não há mamães que deixam fazer tudo o que tem vontade, ele sofre e não entende porque sofre.

 CRIANÇA MIMADA = CRIANÇA BIRRENTA = CRIANÇA SEM PARÂMETROS = CRIANÇA PERDIDA

Uma criança que não pode fazer nada quando pequena, cresce achando que não pode fazer nada, que nada é pra ela, tem medo de tomar iniciativas e decisões, medo de se lançar em desafios, medo de levar um “NÃO”.

CRIANÇA REPRIMIDA = CRIANÇA MEDROSA = CRIANÇA INDECISA = CRIANÇA INFELIZ

Então como fazer para achar um equilíbrio? A criança desde a concepção é um ser indefeso, completamente dependente de um adulto para sobreviver e para aprender o que é certo e o que é errado.

Os pais que amam verdadeiramente seus filhos fazem uma autoanálise para interpretar as atitudes que tomam com seus filhos e para entender se estas atitudes são realmente as melhores que eles podem oferecer aos pequenos. Fazer uma criança feliz não é fazer tudo o que ela quer, mas ensinar conforme os valores que acreditam: o que é certo fazer e a hora certa de fazer. Se a criança estiver fazendo algo errado, nós ensinamos que é errado e o que é errado não se deve fazer de modo algum. Se a criança faz coisas erradas, ela pode estar apenas querendo chamar a atenção: se ela recebe a atenção quando faz coisas erradas, mesmo que seja uma bronca, vai continuar fazendo o que é errado.

Cada faixa etária da criança tem um desenvolvimento diferente e é preciso conhecê-lo para saber em que fase determinadas regras precisam ser ensinadas. Por exemplo: um bebê que dá tapas na cara da mãe e balbucia algumas sílabas não está ‘batendo na mãe’, ele está fazendo carinho, mas ainda não consegue controlar os músculos do braço para ser mais delicado. Os músculos maiores se desenvolvem aos dois anos de idade e os menores aos 4 anos. Devemos aprender como sente e pensa uma criança antes de tomar atitudes que possam prejudicá-la por toda a vida.

Amar é respeitar as limitações de maturidade

Nós precisamos ensinar o que é certo e o que é errado para as crianças e por que é errado. Nós devemos sempre dar uma explicação, mesmo se a criança não pode entender, mas ela sabe que tem um motivo para não poder fazer o que ela está pedindo. E, logo após explicar porque não pode, damos outra opção de ocupação para desviar a atenção dela para algo e que ela possa fazer.

A criança precisa de parâmetros para crescer saudável, para que a sua cabecinha não fique confusa. Ela precisa de alguém que lhe diga o que pode fazer e quando pode fazer. A criança precisa de horários certos para comer, brincar, estudar e dormir. Ela precisa também de alguém que lhe ensine o que é errado e o que é perigoso e não esperar que ela descubra isto por conta própria. A criança confia e depende da pessoa que cuida dela, pois esta pessoa é seu ponto de referência. A criança precisa de limites, ou seja, aprender até onde pode ir sem perturbar seu próximo, aprendendo a respeitar o espaço de cada um para poder também ser respeitado.

Imagine alguém que está de olhos vendados e caminha em direção a um precipício: sempre vai ter medo de dar o próximo passo porque pode cair e ninguém quer cair, sabemos que cair é ruim e não gostamos do que faz mal. É assim que uma criança se sente quando não tem limites e não sabe o que pode e o que não pode fazer: ela vai sentir como se estivesse de olhos vendados porque a memória dela não encontra nenhuma informação sobre a situação em que ela está e ela não sabe como agir, então fica perdida.

Devemos ensinar às crianças o certo e o errado para que tenham um grande arquivo na memória que possam consultar quando estiverem em dúvida. Educar assim é amar. Amar é entender o que nossos filhos precisam e também entender que eles não têm ainda maturidade suficiente para resolver problemas sozinhos. Eles precisam de nós a cada instante. Assim como nós precisamos do TRIUNO a cada instante para caminhar em sabedoria.

 “Quem não ama, não conhece a DEUS, porque DEUS é amor”. (1 João 4.8)

TRIUNO, o amor incondicional. Não existe motivo para amar e nem condição alguma. A partir do momento em que precisamos de um motivo ou uma condição, então este deixará de ser o amor incondicional e passará a ser um amor baseado no que sentimos. Tudo o que é feito baseado em sentimentos é falho. O amor incondicional é uma decisão da vontade onde decidimos que amaremos em qualquer circunstância. Mesmo se a pessoa que amamos fizer algo que não achamos certo ou que nos desagrada continuaremos amando esta pessoa. Nós não amamos certas coisas que a pessoa faz que nós consideramos erradas, mas o amor pela pessoa continua: é da atitude dela que não gostamos. Quando amamos com o Amor Ágape, sabemos que nossos filhos vão errar porque ainda estão aprendendo. Se nós tivermos a paciência e a sabedoria para ensina-los eles aprenderão com certeza. Mas para isto é necessário usar apenas bons sentimentos em relação a eles como a paciência, a compaixão, a ternura, o afeto, a compreensão, o positivismo para motivarmos o sucesso deles e também a alegria para contagiá-los a prosseguir e perseverar naquilo que sonham e acreditam. Se nós demonstramos raiva, aborrecimento, desprezo ou se ignorarmos os sentimentos e problemas deles, nós plantamos sementes de revolta em seus coraçõezinhos que florescerão na adolescência. As crianças ainda não têm maturidade suficiente para entender que nem tudo é bom para elas e que precisa haver limites naquilo que fazemos. Mas não podemos ensinar isso brigando com elas. A agressividade no falar já destrói toda a possibilidade de efeito positivo sobre o que estamos tentando ensinar. A agressividade inibe o foco de atenção. Somente as palavras suaves constroem.

As palavras e o tom de voz que usamos podem criar reações e resultados completamente opostos às que pretendemos, dependendo do que o adulto tem em seu coração e do que quer transmitir para a criança. Veja a ilustração acima: se o adulto usa sentimentos negativos como a raiva ou a impaciência, a criança se sente agredida e acaba absorvendo esta raiva. Sentimentos como a raiva são prejudiciais à saúde emocional. A saúde emocional abalada afeta a saúde física.

Quando um adulto aprende algo novo, como, por exemplo, um novo idioma, só vai conseguir guardá-lo em sua memória se as palavras do novo idioma lhe forem repetidas diversas vezes. A mesma coisa acontece com a criança que está aprendendo coisas novas como, por exemplo, comportamentos, matérias, disciplina e ordem. Temos que ter a paciência para repetir várias vezes.

Quando somos responsáveis pela educação de uma criança e queremos que ela se torne um adulto feliz e bem sucedido, devemos tomar cuidado com as palavras e o tom de voz que usamos. Palavras boas e ditas em tom suave de voz trazem um resultado muito mais eficaz, sem desgaste emocional nem para a criança nem para o adulto e não vai perturbar o clima do ambiente. Os ânimos continuarão elevados e o aprendizado melhor absorvido.

É importante para o desenvolvimento sadio de uma criança que o lar seja repleto de paz e harmonia. Não podemos querer que a criança entenda, assimile e aprenda tudo o que o adulto fala desde a primeira vez. Cada indivíduo tem seu ritmo, aprende de forma diferente e isto tem de ser respeitado. O amor incondicional e muita paciência fazem filhos sadios e felizes.

As crianças estão sempre procurando algo para fazer para chamar a atenção dos pais e nem sempre este algo é uma coisa certa. Então se um filho estiver fazendo algo errado devemos nos limitar a dizer que não pode e desviar a atenção dele para outra coisa que ele possa fazer. E quando a criança estiver fazendo algo que ela pode fazer, nós temos que elogiar a criança, fazer carinho, conversar com ela. É isso que ela quer porque é isso que ela precisa. Não é sendo duros ou falando em tom severo com os nossos filhos que eles vão aprender a ser independentes e a lidar com os sentimentos: os que são mais fortes de caráter vão prosseguir e cair muitas vezes, e sofrendo com medo de voltar pra casa e serem humilhados; os mais tímidos, nesta situação, vão se sentir rejeitados e não vão conseguir fazer nada sozinhos por medo de reprovação dos outros. Nos dois casos estaremos prejudicando inutilmente a vida destas crianças.

Devemos dar opções de atividade às crianças. Elas precisam estar ocupadas com algo interessante para a idade delas para não pensar em besteiras. Se a mente delas estiver desocupada é uma brecha perfeita para o ‘inimigo entrar em ação’. Não podemos simplesmente jogar as crianças em frente a uma televisão e esperar que fiquem quietas o resto do dia. Elas vão absorver o que a televisão estiver ensinando e pode não ser nada bom: programas educativos trarão algum benefício, mas o que mostra em geral a televisão de hoje é violência e consumismo e é isto que eles vão absorver e praticar, pois é o que eles estão aprendendo. Sim, acreditem: a televisão é uma excelente professora. É uma pena que não ensina apenas coisas boas. As programações de hoje ensinam competição e violência e é isso que as crianças vão aprender. Se, além disso, os pais também são agressivos e batem em seus filhos, então eles terão a certeza de que para viver é necessário usar de agressividade com os outros. Não devemos maltratar ou bater. Devemos amar, mas amar com o amor que já aprendemos: o amor incondicional, como O TRIUNO nos ama!

Devemos nos lembrar de que ser mãe não é ser uma supermulher e nem ser de ferro. A família é um todo, todos tem seu papel e a mãe é o centro deste núcleo para o equilíbrio do lar. O pai é o protetor e o provedor, mas é papel da mulher edificar o lar com sua paciência, bondade, organização, amor, carinho e afeto. O TRIUNO capacita as mulheres para edificar o seu lar, mas só o faz se pedirmos. O TRIUNO não entra sem ser convidado. O Seu respeito é tanto, que Ele aguarda a permissão para entrar. Tudo se torna mais fácil quando temos a direção do TRIUNO, tudo é mais claro e mais simples. Quando queremos pão,  vamos a padaria e compramos pão. Quando queremos combustível para o carro, vamos ao posto e compramos. Quando queremos paz, harmonia, satisfação, vida plena e uma infinidade de outras coisas boas, nós vamos à fonte: O TRIUNO que nos dá sem medida pela Sua Graça.

Querer viver independente do TRIUNO foi o maior erro que o ser humano já cometeu. Se privar de tudo aquilo que o Criador preparou para aqueles que O amam é pura tolice. Muitos acham que O TRIUNO é um Grande Senhor que não pode ser perturbado ou pode se zangar. O TRIUNO Criador e Todo Poderoso é Aquele que nos formou no ventre de nossa mãe com o maior amor do mundo e com Suas Mãos de perfeição e colocou em nós um pedacinho dele e um potencial tremendo, diferente em cada ser humano. Viver baseado no que as pessoas falam de nós é abrir mão da nossa felicidade, porque enquanto não temos uma intimidade com O TRIUNO não sabemos o que é realmente ser feliz. O TRIUNO que faz crescer ossos, nervos e músculos, que forma um coração, rins e olhos, boca e ouvidos, braços e pernas em cada ser humano é puro AMOR. A ideia foi dele e a Vontade dele é que sejamos o mais feliz possível, seguindo o caminho que Ele preparou para nós.

 

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2 Responses to “Mãe: Uma Referencia!”

  1. Carla

    Parabéns. Muito legal o seu post. Nao fui criado por uma boa mãe e sei que isso me fez falta.

  2. Sophia Keiler

    Eu tenho 9 anos estou tentando dês de agora alerta-la sobre isso mas ela não quer me ouvir… Tirei algumas fotos que vou mostrá-las depois. Foi muito útil pra mim!!!

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