O Papel da Mãe e as suas Dificuldades

O PAPEL DA MÃE E AS SUAS DIFICULDADES

 A maioria das mulheres sonha, desde a infância, tornar-se mãe um dia: elas brincam de casinha como se elas já estivessem treinando para desempenhar o seu papel mais tarde, casadas com o príncipe de seus sonhos. Embora seja exatamente este o plano que DEUS preparou para cada menina que nasce, as circunstâncias e as injustiças da vida roubam este lindo presente que DEUS preparou para elas.

         As dificuldades começam quando nos deparamos com os padrões da sociedade atual que chegaram a tal ponto que ter uma infância se tornou perda de tempo! Cada vez mais cedo nós achamos que as nossas crianças precisam ser ‘educadas’ com os mais variados métodos inovadores para ‘sobreviver’ neste mundo moderno. Pobres crianças oprimidas e massacradas por nossas deduções e exigências!

Felizmente muitas pessoas estão aprendendo a se aproximar de DEUS e a recuperar a aliança que nos foi roubada quando entrou o pecado no mundo. Cada vez mais pessoas estão conseguindo libertar-se deste modismo moderno e gozam hoje de uma vida abundante e repleta de bênçãos em meio ao mundo mal. E este é o nosso ponto de partida para educarmos nossas crianças.

A maior dificuldade enfrentada pelas mamães que querem fazer o melhor possível para seus filhos é não saber o que é certo e o que é errado na educação. Elas se baseiam no que as mães fizeram com elas, repetindo o que foi agradável e rejeitando o que lhes fez mal. É o que somos levados a fazer como pais. Porém, se analisarmos três pontos básicos e essenciais para o bom desenvolvimento do ser humano na infância, vamos simplificar a questão da educação, vamos estar mais confiantes por sabermos que estamos agindo bem e vamos evitar inúmeros males que atingem e prejudicam a vida do ser humano.

         Quando dizemos pontos  ‘básicos’, estamos nos referindo a pontos que devem servir de base para a construção do sistema educacional. Quando dizemos ‘essencial’ significa que se não respeitarmos este ponto, todo o resto será em vão e colocará em risco todo o trabalho.

 Os três pontos básicos e essenciais:

– 1º Ponto “o ser humano não nasceu para ser dominado”

– 2º Ponto “o ser humano precisa ser amado”

– 3º Ponto: “amar inclui respeitar”

 Vamos analisar cada um destes principais pontos:

 – 1º Ponto “o ser humano não nasceu para ser dominado”

DEUS criou o homem e disse (Genesis 1.26): “e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra”. DEUS não disse para o homem dominar sobre outro homem, ou seja, nenhum ser humano deve dominar outro ser humano. Este é o primeiro princípio que devemos considerar. Vamos explicar melhor isto: o ser humano não gosta de receber ordens e tem dificuldades em se submeter a outro ser humano. Isto é da natureza do ser humano e não podemos mudar isso. Então aprendemos a lidar com isso. Ao longo dos anos, temos aprendido que o verdadeiro líder não é aquele que se impõe e sim aquele que expõe. Impor uma ordem gera revolta em quem a recebe, enquanto que expor a vontade leva a um convite para cooperação. Quando convidamos alguém para fazer parte de alguma atividade usamos todos os argumentos que temos para convencer a pessoa que o que vamos fazer é muito bom. Este mesmo princípio deve ser usado na educação de nossas crianças: mostrar-lhes o lado bom do que precisa ser feito e convidá-las a fazer. O próprio ambiente recebe a energia dos bons pensamentos e das boas palavras proferidas e tudo transcorre normalmente, como deve ser. Imposições e estresse por parte dos adultos gera uma energia negativa que compromete toda a situação e o ambiente.

Precisa haver um equilíbrio no relacionamento entre adultos e crianças: adultos são maduros, crianças não o são ainda. Um adulto imaturo não conhece a sua posição e acaba se igualando à maturidade da criança criando conflitos.

As funções da autoridade são: 1) proteção 2) provisão 3) promoção 4) lei 5) ordem 6) liderança e 7) coesão

O que estou querendo ressaltar aqui é que ter autoridade não é querer mandar e ser obedecido. Há várias maneiras de se conseguir obediência. Nós precisamos entender o que é a autoridade segundo as suas funções e como liderar sobre as crianças. A agressão física e verbal pode até parecer eficaz no momento, mas gera sequelas profundas e destrutivas na alma de quem as recebe e também na de quem as dá.

– 2º Ponto “o ser humano precisa ser amado”:

Quando o 1º Ponto não é praticado, ele interfere diretamente no 2º Ponto básico e essencial: uma criança que dia após dia é agredida física ou verbalmente não pode se sentir amada. Frases simples e aparentemente ‘inofensivas’ ditas pelas mães ou outras pessoas podem afetar profundamente a alma de uma criança. Frases do tipo: “agora não posso te dar atenção” ou “estou muito ocupada agora, depois conversamos” ou “se você não obedecer não tem conversa”, são frases que usamos muito e apesar de parecerem ‘inofensivas’, são frases de rejeição, destrutivas na vida de uma criança. Acredito que grande parte dos seres humanos ouviram estas frases em sua infância e posso garantir que nenhumas delas tenha se sentido bem ao ouvi-las. Distúrbios emocionais que sentimos quando nos tornamos adultos são decorrentes desta ‘rejeição momentânea’. Se pararmos apenas alguns minutos para dar atenção a uma criança, mesmo que não possamos resolver o problema dela na hora, ao menos não a ignoramos. Ignorar uma criança ou ser indiferente aos seus sentimentos é como jogá-la num abismo de dúvidas e perdição. E não é isso que queremos. Nós queremos ajudar a desenvolver seres humanos felizes e saudáveis. E para isso precisamos amá-los sabendo que amar não é fazer tudo o que a criança quer.

 – 3º Ponto: “amar inclui respeitar”

Amar com respeito só é possível com o amor ágape, o amor que vem de DEUS. Não existe respeito absoluto no amor philos (com amigos), no amor eros (amor sexual) e nem no amor storge (com a família). Se um dos lados do relacionamento quebrar a confiança nestes três tipos de amor, o respeito acaba e dá lugar à raiva, à mágoa, à revolta e ao desejo de vingança. Mas com o amor ágape, o amor que recebemos de DEUS, nós conseguiremos cumprir os três pontos básicos e essenciais sem nenhuma dificuldade porque o amor ágape nos ajuda a ver através dos olhos de DEUS. É o amor descrito em 1Coríntios 13. Não é um amor que se sente, é um amor que se recebe e se não o recebermos, não podemos dá-lo. Não é um sentimento, é um mandamento supremo que precisa ser entendido e praticado. Apenas aqueles que possuem uma verdadeira conexão com DEUS podem recebê-lo.

O respeito é uma parte integrante importante no Amor Ágape. Respeitar uma criança é entender as suas limitações de maturidade, ou seja, de capacidade de compreensão: uma criança não entende e não vê as coisas da mesma forma que um adulto pelo simples fato de ter vivido poucos anos e não ter nenhuma experiência de vida. Cabe a nós adultos e principalmente às mamães por terem um laço afetivo maior com os filhos, ensinar com paciência e dedicação.

Levando-se em conta o desenvolvimento lento da maturidade, nós precisamos aprender as características de cada faixa etária. Quando observamos melhor o que cada idade pode entender, nós limitaremos as nossas solicitações e obteremos um melhor resultado por não estar exigindo da criança algo acima do que ela é capaz de entender devido a sua imaturidade.  Aos poucos, acompanhando o crescimento da criança, vamos cooperando para o desenvolvimento delas de uma forma gradual e sem pressão, pois estamos adaptando o conteúdo do ensino às características físicas, psíquicas e espirituais da criança.

Quando pedimos à criança que faça algo que ela já é capaz de fazer usando um tom de voz normal, sem imposição e elogiamos a criança quando ela está fazendo o que pedimos, dizendo por exemplo: “que menino(a) obediente eu tenho!” ou “isto está ficando ótimo”, estamos contribuindo em vários pontos:

  • autoestima (a criança se sente feliz por ser útil)
  • autossegurança (a criança se sente amada)
  • autoaceitação (a criança se sente capaz e se aceita)
  • desenvolvimento da cooperação (gostar de ajudar)

Estes sentimentos são importantes para o desenvolvimento da criança, para evitar problemas e complicações emocionais conforme ela for crescendo. Estes sentimentos quando não estimulados acumulam impressões erradas sobre si mesmo e a criança passa a ter dúvidas achando que não faz nada certo ou que não é amada ou que não é boa o bastante para fazer algo importante. Estas impressões vão crescendo de intensidade conforme a criança vai avançando na idade e forma-se uma confusão enorme em seu interior. Então a criança fica perturbada, chora e a impaciência dos adultos vai piorar a situação mais ainda.

Estudando com calma estes pontos, nós conseguiremos grandes transformações nas atitudes dos nossos filhos e uma grande melhoria em seu desenvolvimento.

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