Qual a Idade Certa para Impor Limites?

QUAL A IDADE CERTA PARA IMPOR LIMITES?

Desde que o bebê nasce, nós já colocamos limites em sua vida. Quando estamos tomando os primeiros cuidados com nossos pequenos, já existe uma implantação de limites em sua vidinha. Por exemplo: chegou a hora de mamar, mas a mamãe percebeu que o bebê está com a fralda suja. E o bebê não pode ficar com a fralda suja, pois sua pele é ainda muito sensível e pode ficar irritada e provocará desconforto e dores no pequeno. E ele chora porque está com fome. Mas a mamãe sabe que ele vai comer assim que for trocado, então deve ter paciência de ouvi-lo chorar porque sabe que já vai resolver a causa de seu choro. O bebê não entende que precisa esperar trocar a fralda para depois comer. Ele é muito pequeno e não sabe nada ainda, portanto não podemos transmitir raiva ou ficar irritados com o bebê. Conforme ele vai crescendo vamos conversando com ele enquanto o trocamos, dizendo o que estamos fazendo. O bebê desde que nasce precisa de atenção. Desta forma podemos dizer que já estamos incluindo limites na educação dos nossos filhos, pois não estamos permitindo que ele modifique a regra, ou seja, a regra é mamar de fralda limpa, então ele vai mamar depois que a fralda for trocada. A atitude de paciência que nós temos ao lidar com o bebê lhe traz segurança e reconforto: um abraço carinhoso e uma voz suave tranquilizam.

Em cada fase de crescimento do ser humano que desde o nascimento percebemos dia após dia, nós adaptamos as situações sempre pensando no benefício que podemos trazer a ele. Se ele ainda é bem pequeno e não sabe ainda virar de lado, o bebê se sente mais seguro se nós colocamos um apoio em suas costas, que pode ser uma almofada ou um cobertor enroladinho. Quando muito pequenos eles não tem ainda equilíbrio e qualquer movimento brusco do próprio corpo os assusta dando-lhes a impressão de que vão cair. Eles precisam se sentir seguros como estavam no útero, cercados de calor. Nossos antepassados usavam o cueiro para enrolar os recém-nascidos.

Ele cresce em graça e formosura e encanta a qualquer um. Entre doze e quinze meses de idade o bebê já superou muitos obstáculos e é impressionante a quantidade de coisas que aprendeu a fazer. À noite, quando chega a hora de dormir, vamos ensinar mais um pouquinho sobre limites. Ele jantou, mamou, está limpinho, não está sentindo nenhuma dor, não são gazes nem arroto, pois já foram tomados os devidos cuidados e, no entanto ele não para de chorar. Podemos deixá-lo chorar um pouco, mas sempre devemos nos certificar de que o bebê não está com algum problema, com alguma coisa lhe incomodando. Se o bebê teve um dia conturbado e estressante, fora da sua rotina habitual, o cansaço demasiado pode dificultar o sono. Mas, se o seu dia foi conforme a sua rotina, pode ser a fase em que o campo visual percebe a ausência da pessoa que costuma cuidar dele: ele se vê sozinho e se assusta achando que a pessoa não vai mais voltar. Quando chega esta fase, a pessoa que cuida do bebê no cotidiano pode permanecer no quarto por um tempo, arrumando uma gaveta, por exemplo. Conversando com o bebê, a pessoa sai do quarto, demora um pouquinho e volta para continuar a arrumação da gaveta, sem pegar o bebê no colo, mas confortando com palavras: “estou aqui, bebê” ou “vamos descansar agora, está tudo bem” e recomeça o processo de entra e sai algumas vezes. Com o tempo o bebê percebe que a pessoa sai, mas volta e ele se acostuma. Mas é importante saber que, para que este sistema funcione, o bebê precisa ter passado um dia tranquilo e sem estresse.

Assim aos pouquinhos nós já estamos determinando limites na vida de nossos filhos. E os limites aumentam conforme eles crescem. Devemos acostumá-los a brincar no cercadinho, pois às vezes precisamos fazer alguma coisa e não podemos estar com o bebê no colo como, por exemplo, ir ao banheiro. Se desde o início em que colocarmos o bebê no cercadinho nós lhe mostramos algo interessante a fazer como um painel de brinquedos pendurado na lateral do cercadinho, vamos ensinar que é prazeroso e seguro estar ali. Se a mãe coloca o bebê já com a ideia de que ele vai chorar, pode ter certeza de que ele vai chorar. Algumas mães associam o cercadinho como uma ‘prisão’ para seus bebês. Mas na verdade é como um berço de brincar, porque ali com certeza a criança vai estar segura e nós estaremos sempre de olho para ver o que ele está fazendo, conversando com ele, e checando se não tem nada no cercadinho que possa sufocá-lo como, por exemplo, os olhinhos do ursinho de pelúcia. Precisamos sempre verificar se os brinquedos não têm partes soltando porque nosso bebê põe tudo na boca e ele pode se engasgar e sufocar.

São estipulados horários para comer, para brincar, para tomar banho, para dormir e isto é muito importante porque cria a rotina dos nossos filhos pequenos e contribui para o seu bem-estar. E é melhor para a mamãe também, pois ela se organiza para que tudo esteja pronto nas horas certas. Uma mãe organizada e sábia não vai esperar que seu pequeno comece a chorar de fome para fazer algo para ele comer, ela já tem a comidinha pronta para dar na hora certa ao seu filho e ele não precisará chorar. Quando organizamos o nosso dia com antecedência evitamos as perturbações da pressa. Organização é importante: pensar o que vamos fazer para as refeições no dia seguinte, por exemplo, e checar se temos todos os ingredientes de que precisamos. Quando as crianças já estão na escola, precisamos prever os lanches e o material escolar para que tudo esteja pronto na véspera, evitando correrias de última hora. Agir com organização também ensina aos nossos filhos a serem organizados, pois eles aprendem pelo exemplo que nós damos.

Nós também temos limites naquilo que podemos pedir aos nossos filhos, pois dependendo da idade deles há coisas que não podemos exigir: por exemplo, enquanto a memória deles não está completamente formada, nós não podemos exigir que eles se lembrem daquilo que falamos anteriormente. A memória se completa por volta dos seis anos de idade. Os limites devem ser ensinados de forma natural, com voz branda e jamais impostos. Tudo aquilo que nós impomos com dureza e agressividade (num tom de voz ríspido e agressivo ou gritando) será dificilmente aceito pelos pequenos e não será assimilado de forma correta. A voz alterada, alta e com raiva agride as crianças e impede que elas assimilem o que está sendo ensinado porque as crianças aprendem pelas emoções. Quando uma criança pequena é agredida ela sente medo e insegurança. Estes sentimentos vão acompanhar a criança em seu crescimento e agravar seu estado emocional conforme ela vai crescendo, prejudicando o seu desenvolvimento sadio.

Bebês e crianças pequenas são muito sensíveis e aprendem pelas emoções.

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