Os Sentimentos

SENTIMENTO DE VALORIZAÇÃO

Nós temos um valor incalculável para o TRIUNO. Todos nós, sem exceção. O TRIUNO criou cada ser humano existente no planeta com a mesma porção de amor. E O TRIUNO criou a todos com um propósito: em cada pessoa existe um tesouro escondido pelo TRIUNO chamado POTENCIAL. Nós descobrimos o nosso propósito quando nos aproximamos do TRIUNO intimamente. Nós devemos aprender a nos ver do ponto de vista do TRIUNO e não como as outras pessoas nos veem. Nenhum ser humano pode saber o que existe no íntimo de outro ser humano, a não ser que esta pessoa lhe revele. Nenhum ser humano pode afirmar o que é certo para outra pessoa, pois não sabe o que ficou acumulado em seu íntimo pelas situações que ela já passou.

Da mesma forma, não podemos tirar conclusões precipitadas em relação aos nossos filhos. Uma determinada palavra pode não ter importância para nós, adultos, mas ser muito prejudicial para uma criança, como, por exemplo, chamá-la de “burra” ou “boba”. Uma palavra que um adulto não presta atenção pode ser traumatizante para uma criança a ponto de ela se sentir inferiorizada e humilhada, gerando um complexo em seu íntimo que vai prejudicar gravemente o seu desenvolvimento.

Um erro comum na educação de crianças é fazer comparações entre um ser humano e outro. Não se deve fazer comparações entre irmãos, primos ou coleguinhas, porque cada ser humano é único e não existe padrão de ‘melhor’. Cada ser humano é melhor em alguma coisa diferente e fazer comparações gera conflitos interiores. Precisamos sempre valorizar o que a criança faz de melhor e dar menos importância ao que ela não sabe fazer tão bem. Não podemos ser bons em tudo. Seremos bons naquilo que gostamos mais de fazer, se recebermos o devido incentivo. O que a criança é capaz de fazer bem e o que ela mais gosta de fazer é o que ela nasceu pra fazer. Devemos ensinar aos nossos filhos o quanto eles são importantes e como é grande o valor de cada um. Crianças valorizadas são crianças felizes, pois adquirem segurança em sua alma e valorizam a si mesmas. Elas se valorizam porque os pais as valorizam. O contrário também acontecerá: se os pais criticam os filhos e não lhes mostram como são valiosos não existirá autovalorização no íntimo da criança e ela vai achar que não é boa pra nada, que não poderá fazer nada de bom e estes sentimentos trazem problemas emocionais. Jamais devemos comparar nossos filhos com outras crianças. A comparação entre crianças gera desprezo e orgulho. Devemos ensinar humildade e não orgulho. JESUS nos deu um exemplo de humildade quando lavou os pés dos discípulos. Ser humilde não é ser pobre ou se sentir inferior. Ser humilde é ser capaz de servir pelo prazer de estar fazendo algo por outra pessoa. Servir e cooperar são atitudes nobres de pessoas com boa autoestima, que sabem o seu próprio valor e que querem contribuir com o que está sendo feito ao seu redor para construir um mundo melhor. Estas pessoas se sentem bem em ser úteis e valorizam as outras pessoas. Devemos valorizar as pessoas e não as coisas. Coisas não podem nos trazer uma palavra de consolo quando estamos tristes e sozinhos. Valorizando os nossos filhos, nós incentivamos a autovalorização neles e ensinamos a conseguir bons relacionamentos para uma vida mais saudável e feliz.

SENTIMENTO DE SEGURANÇA

Desenvolver em nossos filhos o sentimento de autovalorização traz outro sentimento importantíssimo para o desenvolvimento deles: a autossegurança é se sentir capaz de executar suas tarefas, sem medo de errar ou de ser reprovado pelos outros. Errar é algo absolutamente normal, pois é errando que se aprende. Quando uma criança não se sente valorizada, ela não tem a segurança em si mesma que precisa para aceitar seus erros e sente vergonha toda vez que alguém ri de algo que ela fez. Estes sentimentos são difíceis de aprender quando somos adultos e é por isso que devemos desenvolvê-los em nossos filhos desde pequenos.

A falta de segurança gera medo e pânico, gera autodesprezo e diminuição de sentimentos de valor próprio. A falta de segurança produz sentimentos ruins como o ciúme, a inveja, a frustração, a raiva, e pode até gerar dificuldade de coordenação física e mental: as mãos ficam suadas, os joelhos tremem, os músculos não funcionam direito e o cérebro parece perder a capacidade de lembrar-se das coisas e de raciocinar. O ser humano gosta de desempenhar tarefas adequadas à sua faixa etária, conforme sua capacidade porque gosta de se sentir útil. Mas se não se sentir seguro vai sofrer muito por causa do medo de reprovação ou de ser rejeitado se errar.

Quando valorizamos uma criança, ela adquire segurança para aceitar um fracasso, um erro ou uma perda. Com estes sentimentos, o ser humano se levantará de suas fraquezas com muito mais facilidade, enquanto que aqueles que não os têm podem se entregar ao desespero e depressão.

SENTIMENTO DE ACEITAÇÃO

Igualmente importantíssimo para o desenvolvimento sadio da criança, o sentimento de autoaceitação é desenvolvido quando nos sentimos respeitados, quando nos sentimos parte da família e aprendemos que somos amados pelo TRIUNO. É fundamental para o ser humano saber que ele é aceito no meio em que vive, seja na família ou na escola. Também é importante saber o quanto é amado pelo TRIUNO. Toda criança deve saber que O TRIUNO a criou com um grande propósito e que há algo especial que ela vai desempenhar ao longo de sua vida. Muitas vidas são destruídas por pessoas que proferem palavras maldosas para outras pessoas, para crianças ou para os seus próprios filhos. As palavras negativas são prejudiciais a qualquer ser humano. Na escola temos o exemplo do bullying que levou muitos anos para finalmente ser encarado como algo extremamente prejudicial à saúde emocional de qualquer ser humano. Quando os sentimentos de autovalorização, autossegurança e autoaceitação não são desenvolvidos no ser humano, ele buscará outras formas de se proteger de ameaças. Se uma criança é maltratada pelos pais ela vai usar o mesmo exemplo com outras crianças para usar o medo para controlar os outros e ter uma ‘sensação de poder’ onde ninguém pode avançar e lhe fazer mal porque ele precisa sentir que tem o controle da situação. Este é o chamado “bully” que em inglês quer dizer ‘valentão’. E do outro lado teremos a criança tímida que não sabe se defender e que sofrerá as ameaças dele. Não podemos fugir ou simplesmente ignorar o bullying. Não podemos mais perder tempo tentando achar um culpado. Precisamos agir. Pais e professores empurram o problema da educação das crianças de um lado para o outro e isso não vai melhorar em nada o ambiente em que nossas crianças vivem. Precisamos aprender que se não modificarmos a forma como cuidamos de nossas crianças, jamais eliminaremos os problemas que surgem a partir da pré-adolescência até a idade adulta. Problemas que poderiam ser evitados. Uma criança agredida acumula medo em seu íntimo se for uma criança tímida ou revolta se for uma criança mais valente, prejudicando o desenvolvimento da autoaceitação em ambos os casos. A autoaceitação é se sentir bem do jeito que se vê a si mesmo, do jeito que acha que é. A criança se aceita do jeito que ela for de aparência ou de interior, mesmo que os outros a critiquem ou debochem dela. Os maus sentimentos são despertados em uma criança no próprio ambiente familiar: a criança que não é respeitada não vai aprender a respeitar; a criança que é maltratada vai aprender a maltratar e assim por diante. A criança aprende pelo exemplo dos outros e pelas mídias. A criança absorve tudo o que vê, ouve e sente. Os programas de televisão, desenhos e novelas influem diretamente no caráter de uma criança. A violência e competição nos desenhos onde sempre tem um que vence e um que perde ou as discussões infindáveis das novelas são exemplos que as crianças que assistem seguirão. Se selecionarmos programas educativos o resultado será muito mais positivo, pois são programas que desenvolvem a criatividade e incentivam o aprendizado e a curiosidade.

O processo de desenvolvimento da criança é armazenado na mente. A mente faz parte da alma assim como a vontade e as emoções. A mente aprende, a vontade executa e as emoções guiam o caminho. Se as emoções forem boas o caminho será bom. Se as emoções forem negativas, o caminho será cheio de mágoas e sofrimento.

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